Igreja Evangélica Metodista Portuguesa

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John Wesley - Cidadão Cristão

 
EMPRÉSTIMOS AOS POBRES 

A pregação de Wesley era apoiada pela sua responsabilidade social. Ele instigava as pessoas a "alimentar os pobres e a vestir os nus". A noção, ainda hoje apoiada por alguns, de que a pobreza era o resultado da preguiça, foi considerada por Wesley como "diabolicamente falsa". Por isso ele recolhia dinheiro e arranjava esquemas para ajudar os pobres. Em 1746, montou um "fundo de empréstimo" que ajudava os pequenos comerciantes, emprestando 1 libra sem juros, para ser paga no prazo de 3 meses. James Lackington, um pobre sapateiro, tornou-se num abastado livreiro de Londres com a ajuda destes empréstimos.

A Capela de West Street, em Londres, primitivamente um local de reunião dos Huguenotes, foi arrendada por John Wesley e transformou-se noutro centro para o trabalho social Metodista. Tinha uma sala de cirurgia e uma escola grátis. O próprio Wesley indicava os doentes e alguns eram mesmo visitados pelo médico em suas casas. Este edifício ainda existe em West End, onde se pode ver uma placa lembrando o seu uso pelos Metodistas.

Nota: Huguenotes - Protestantes franceses de orientação calvinista que durante o reinado de Henrique II se espalharam pela França, sobretudo entre a nobreza.

Capela de West Street, com a casa pastoral à esquerda.
Capela West Street de J. Telford (1886)

 

OS DOENTES 

O interesse de Wesley pela medicina pode ser provada através do pequeno livro "Física Elementar" que frequentemente utilizava. Alguns remédios parecem estranhas, comparados com a sofisticação da medicina moderna. Contudo, contem bons conselhos e senso comum. Há semelhança da capela de West Street, algumas capelas Metodistas, incluindo "A Fundição" em City Road, Londres, dirigiam clínicas e ofereciam remédios. Wesley também experimentou o tratamento de algumas doenças com choques eléctricos. 

A máquina eléctrica de John Wesley no Museu do Metodismo, City Road, Londres
Fotografia de Keith Ellis

 

EDUCAÇÃO 

O cuidado que Wesley dedicou à educação ficou expresso nos livros de texto por ele compilados para as crianças. Utilizou os projectos de Whitefield para uma escola para filhos de mineiros em Kingswood, Bristol, e em 1748 Wesley ampliou-a e fundou uma escola para os filhos dos pregadores ali estabelecidos. A sua preocupação chega aos pormenores do curriculum e regras. O curriculum era mais vasto do que na maioria das escolas daquele tempo, as regras eram um pouco severas e especialmente criticadas pelos educadores contemporâneos por não permitirem jogos! A escola de Kingswood em Bath é agora um colégio para rapazes e raparigas.
Wesley também fundou e encorajou Escolas Dominicais. Naquele tempo ensinava-se não só a ler e a escrever mas também a conhecer a Bíblia e as Escolas Dominicais eram muitas vezes a única oportunidade que os pobres tinham de receber uma educação elementar.
 


Escola de Kingswood, Bristol
Fotografia de uma gravura de James Heath que se encontra na “New Room”, Bristol, mostrando
John Wesley passeando no jardim com um amigo, talvez Thomas McGready, director, ou Joseph Bradford, 1790.

 

O COMÉRCIO DE ESCRAVOS 

Durante a sua estadia na Giorgia, Wesley visitou a Carolina do Sul e conversou com escravos negros, o que muito o impressionou. Mais tarde apoiou a Sociedade para a Supressão do Comércio de Escravos. A última carta escita por ele uma semana antes de morrer dirigia-se a William Wilberforce, encorajando-o na sua luta contra a escravatura “o escândalo da religião de Inglaterra e da natureza humana”. 

 

Última carta de John Wesley, escrita em 24 de Fevereiro de 1791.
Fotocópia do original na Biblioteca da Universidade de Drew, New Jersey, USA.

 

AUTOR E EDITOR 

O Dr. Samuel Johnson, o grande o homem de letras do século XVIII queixava-se: "conversar com John Wesley é um prazer mas ele nunca tem tempo". Na verdade ninguém se surpreende com a falta de tempo de Wesley para o género de conversa expansiva que o Dr. Johnson tanto apreciava. Não só Wesley se deslocava constantemente para pregar e formar os seus seguidores, como também mantinha abundante correspondência dando conselhos individuais e ajuda espiritual aos seus pregadores e inúmeros amigos.
Em 1725 Wesley começou a escrever um Diário. Escrevia-o em estenografia e em código e utilizou-o, assim como outras fontes, para compilar o seu Jornal que publicava de vez em quando, desde 14 de Outubro de 1735 até 24 de Outubro de 1790. Escreveu e publicou também alguns livros e editou alguns dos grandes clássicos Cristãos, tanto Católicos como Protestantes, os quais incluiu na sua Biblioteca Cristã. Tal como Dr. Johnson também publicou um Dicionário - um trabalho muito mais abreviado comparado com o do seu contemporâneo letrado!
Wesley também escreveu panfletos e propósito de acontecimentos diários como, por exemplo, "Uma Palavra a um Contrabandista"; "Considerações sobre a Liberdade"; "Palavra a um Libertino", condenando o suborno e a corrupção que eram comuns à política do século XVIII; e "Pensamentos sobre a Escravatura".
Para cumprir todas estas tarefas Wesley costumava levantar-se às 4 horas da manhã e dormia apenas 4 horas por noite!
 

 Exemplo da estenografia de Wesley utilizada no seu Diário.

 


METODISTA: aquele que vive de acordo com o método estipulado na Bíblia.
Página do Dicionário de Wesley, incluindo a sua definição de Metodista, da Biblioteca da Universidade John Rylands em Manchester.

 

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