Igreja Evangélica Metodista Portuguesa

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IV Parte

 GOVERNO DO METODISMO 

Movimento Metodista, no seu início, foi inegavelmente dominado pela forte personalidade do seu fundador, Rev. John Wesley, que ao longo de toda a sua vida sempre exerceu uma grande autoridade espiritual e administrativa. Contudo, ao criar as classes metodistas - pequenas células geralmente de base popular - o génio organizador de Wesley estabeleceu estruturas simples cuja rápida multiplicação contribuiu para que, ao passar de "Movimento" a "Igreja", o Metodismo adoptasse um sistema eclesiástico democrático representativo, combinado com forte liderança de cunho episcopal.

Para dar expressão à unidade orgânica, o Metodismo criou os Circuitos - agrupando um conjunto de igrejas locais - e os Distritos, agrupando um conjunto de Circuitos. Os presidentes dos seus Plenários foram designados como: Superintendentes a nível dos Circuitos, e Superintendentes-Gerais a nível dos Distritos, tudo sob a autoridade da Conferência Anual, formada por Ministros e Leigos, órgão que dava a expressão à unidade e conexão de todo este corpo eclesiástico.

Cedo o Metodismo se implantou na América do Norte, onde cresceu rapidamente e adoptou o título de Bispo para os seus Presidentes.
Em Portugal, que até 1996 foi um Distrito da Igreja Metodista Inglesa, o Metodismo tornou-se autónomo, manteve a estrutura herdada do Metodismo inglês mas substituiu o Superintendente Geral pela figura do Bispo, que é o Ministro responsável pela supervisão de toda a obra.
Há portanto, no governo do Metodismo um sistema democrático representativo a diversos escalões - plenários e juntas locais, plenários e juntas de Circuito e Sínodo anual - que criam uma saudável combinação entre democraticidade e autoridade no governo da Igreja.

E A POLÍTICA?

Sendo um sistema intrinsecamente democrático, o Metodismo sente-se naturalmente mais à vontade nas sociedades que são governadas por sistemas democráticos pluralistas. Contudo existe e tem sobrevivido em outros contextos políticos, pois a Igreja Metodista segue o conselho apostólico, respeitando as autoridades constituídas e orando por elas.
Nos seus cultos muitas vezes se intercede pela paz, pela justiça, pela liberdade, e pelo dom de sabedoria para os governantes. A Igreja como instituição não se pronuncia sobre a maior ou menor validade de qualquer sistema político em vigor, e os seus membros são perfeitamente livres de optar por qualquer projecto político.
Uma coisa é contudo apanágio de que a Igreja Metodista se orgulha: em todo o lugar onde ela se instala os seus membros são exortados a assumirem a sua responsabilidade cívica em todas as suas dimensões, o que inclui naturalmente a sua participação na vida política da nação, pois o desenvolvimento e a qualidade de vida da comunidade onde vivem, e do seu povo, em geral são preocupações perfeitamente coincidentes com o Evangelho, quando se proclama uma salvação em plenitude, orientada para o "Shalom" de Deus.

 

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