Igreja Evangélica Metodista Portuguesa

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte
Entrada Estrutura Relações Nacionais/Internacionais

Sociedade Bíblica

Texto retirado da página da Sociedade Bíblica de Portugal
www.sociedade-biblica.pt
Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

alt

 

A Nossa História - Início do Trabalho

A SOCIEDADE BIBLICA DE PORTUGAL (SBP) resultou da autonomização definitiva da agência portuguesa da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (SBBE), em Janeiro de 1989.

Por sua vez, a SBBE teve a sua origem em Londres, em 1804, e foi fundada pelo pastor protestante galês Thomas Charles, que definiu desde então a finalidade tríplice de traduzir a Bíblia segundo os originais no maior numero possível de línguas, imprimi-la ao preço mais acessível e distribui-la por todas as camadas sociais. A SBBE sempre sobreviveu apoiada em contribuições particulares, nomeadamente das igrejas protestantes que com ela começaram a colaborar desde muito cedo. Os escritórios e agências que esta e outras Sociedades depois surgidas foram abrindo pelo mundo deram e ainda hoje dão origem a novas Sociedades nacionais.

 

Século XIX

As primeiras Bíblias da SBBE terão sido introduzidas em Portugal, a partir de 1809, por capelães militares britânicos durante a Guerra Peninsular, embora as primeiras versões em português pareçam remontar só a 1811.

Em Novembro de 1835 esteve em Lisboa, pela primeira vez, um agente da SBBE, George Borrow; este seguia para Espanha (onde esteve até 1840 evangelizando e onde traduziu para romani e basco o Evangelho segundo São Lucas) e terá confiado a representação dos interesses da Sociedade em Lisboa a um comerciante inglês aí estabelecido, John Wilby. Só em 1864, após uma visita a Lisboa do Rev. Tiddy da SBBE, se estabeleceu urna agência definitiva, da qual o Rev. F. Roughton foi o primeiro responsável, sendo depois substituído por J. E. Tugman. Em 1876, o Rev. Robert Stewart (capelão presbiteriano em Lisboa) assumiu o cargo de agente da Sociedade.

 

Século XX

Em 1902 é nomeado um agente para toda a Península Ibérica, o Rev. Robert Walker, ficando como sub-agente em Portugal o Rev. Robert Moreton filho. Quando Moreton já não podia levar para a frente este trabalho, foi substituído em 1935 por Guido de Oliveira, o primeiro português a assumir esta posição. Oliveira era um comerciante de Lisboa que muito se esforçou para desenvolver o trabalho da Sociedade Bíblica mas, talvez até por isso, 5 meses depois de assumir funções acusou um esgotamento cerebral o que o obrigou a abandonar o trabalho. Assim, no mesmo ano sucede-lhe, já com o cargo de secretário-executivo para Portugal, o Rev. Paul Eduardo Vallon, de nacionalidade suíça.

Em Janeiro de 1969, o Rev. Augusto de Almeida Esperança assumiu o mesmo cargo executivo, que ocupou até 1997; foi sob a sua direcção que, em Janeiro de 1989, a agência da SBBE se reorganizou com Estatutos nacionais e com órgãos de governo formados por catorze elementos de diferentes denominações protestantes. Em Setembro de 1997 tomou posse como Secretário-Geral o Dr. Timóteo Cavaco.

 

Participação Internacional

A SBP. está filiada nas United Bible Societies (UBS) ou Sociedades Bíblicas Unidas, que reúnem 125 organizações congéneres que actuam em mais de duzentos países e territórios. A UBS, fundada em 1946, promove a cooperação a nível mundial das Sociedades Bíblicas nacionais com base em nove centros de serviço regionais, espalhadas por todo o mundo.

Uma décima unidade é o World Service Center, em Inglaterra, onde as questões de interesse global são coordenadas.

A impressão e distribuição de Bíblias é apenas a parte final de um trabalho que envolve a constituição de equipas de tradução: em 1998, estão em curso cerca de seiscentos e oitenta projectos de tradução.

 

Tradução da Bíblia

Por ocasião de centésimo quinquagésimo aniversario da SBBE, em 1954, esta Sociedade patrocinou a edição corrigida do texto em grego do Novo Testamento de Eberhard Nestle (1904) e, em 1966, juntamente com as Sociedades Bíblicas da Holanda, Escócia e Württemberg, uma nova edição em grego para uso de tradutores em línguas actuais; em 1967 esta edição foi publicada sob os auspícios da UBS. As edições dos textos originais em hebraico e grego por grupos de académicos especializados para servirem de base ao trabalho das equipas de tradução em línguas actuais, denota um esforço de melhoria ou substituição de traduções adoptadas na urgência da expansão do trabalho missionário.

 

No caso português, e na ausência de traduções cuidadas a partir dos originais, a SBBE utilizou desde 1809, para distribuição em Portugal, as traduções de João Ferreira de Almeida (1681) e do Padre António Pereira de Figueiredo (1790). A tradução de Almeida, embora com vestígios da versão de Lutero de 1534 e da versão inglesa King James de 1611, não se afastou muito do texto latino de São Jerónimo (Vulgata), provavelmente para não se expor as críticas da Igreja Católica Romana ou para facilitar a urgência da tradução em vernáculo português, que seria o principal objectivo do autor. A tradução foi feita, como era corrente na época, pelo método da equivalência sintáctica, que subordinava o conteúdo à forma, mas o texto resultou numa prosa elegante cujo vocabulário revela profundos conhecimentos não só de hebraico e de grego mas também de latim e das culturas afectas a esses idiomas. As várias reedições do texto de Almeida até à actualidade modificaram-no consideravelmente e desde o século XIX, é esta a tradução mais divulgada entre os protestantes portugueses e brasileiros.

 

A segunda tradução da Bíblia em Português, pelo Padre oratoriano António Pereira de Figueiredo (1725-97) foi igualmente impressa e distribuída pela SBBE; trata-se de uma versão de valor literário e filológico, não fosse Figueiredo autor de um Novo Método de Gramática Latina adoptado em Portugal de 1759 a 1834. As notas exegéticas desta versão mereceram condenação eclesiástica na época da primeira publicação, tal como outras obras do autor, imbuídas de regalismo. Esta terá sido a razão da SBBE imprimir o texto de Figueiredo sem notas, o que, juntamente com a sua aprovação em 1842 pela rainha D. Maria II com a consulta do Cardeal Saraiva, facilitou a sua distribuição em Portugal (note-se que as edições da SBBE excluíam igualmente os livros deuterocanónicos).

 

Divulgação da Bíblia em Portugal

Não existem estatísticas claras quanto ao número de Bíblias publicadas em Português, nessas duas versões, pela SBBE, dos princípios do século XIX até 1922; no entanto, desde esse ano até 1997, haviam sido impressos cerca de dois milhões e meio de exemplares, dos quais quinhentos mil em Portugal.

 

Sociedades Bíblicas Lusófonas

Actualmente, a SBP esforça-se por responder à procura de Bíblias em Português na África lusófona: em Angola são distribuídas igualmente Bíblias em umbundu, kimbundu, kikongo e lingala, em Moçambique estão a ser feitas traduções em lomwe, gitonga, xironga e txopi, e na Guiné-Bissau em crioulo, frase e oium.

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), com sede em Barueri (São Paulo) é outra Sociedade de língua portuguesa além da SBP, e das Sociedades Bíblicas de Angola e de Moçambique. Só em 1998 a SBB distribuiu cerca de 5 milhões de Bíblias no Brasil. Este valor juntamente com os 170 milhões de selecções de texto bíblico que a SBB distribui anualmente, fazem desta a maior Sociedade Bíblica do mundo em termos de distribuição, e levam o português para a segunda língua a nível mundial em que a Bíblia é distribuída.

 

"A Boa Nova Para Toda a Gente"

Em 1972, a agência portuguesa da S.B.B.E. constituiu um grupo de tradutores de competência académica (entre outros, os Prof. Doutores João Soares Carvalho e José Augusto Ramos, da Faculdade de Letras de Lisboa) ao qual foi confiada a tarefa de fazerem uma nova versão da Bíblia em Português corrente a partir dos originais hebraicos e gregos. Deste trabalho resultou, em 1978, a versão A Boa Nova do Novo Testamento e, em 1989, ficou concluída a tradução do Antigo Testamento, publicando-se uma nova edição completa da Bíblia em 1993 que já editou em cinco reimpressões cento e trinta mil exemplares. A nova versão portuguesa da Bíblia foi feita pelo moderno método da equivalência semântica.

 

O Trabalho dos Colportores

Até ao estabelecimento de uma completa tolerância religiosa e dos modernos esquemas de distribuição, a acção da Sociedade esteve intimamente ligada à figura do colportor, que viajava pelo país vendendo Bíblias e, nalguns casos, estabelecendo igrejas locais. Os colportores, devido à sua mobilidade, foram alvo, muito mais que as congregações estabelecidas, da perseguição das autoridades locais ou de grupos anti-protestantes mais zelosos.

Destacaram-se nesse trabalho de disseminação da Bíblia, Manoel Vieira e José Alexandre (que foram ainda presos, o primeiro em 1872, o segundo em 1905), João Nunes Pinheiro, Bráulio Ferreira da Silva, Manuel dos Santos Gil, Jerónimo de Jesus, Arduíno Adolfo Correia e, já na segunda metade do século XX, António Almeida Gil, António Eloy, Ernesto Serra e António Gonçalves.

 

Direcção actual

Rev. Eduardo Manuel Conde de Almeida (Presidente)
Prof.ª Luísa Maria Angélica Marçal Duro Costa
Dr.ª Maria Elisabeth dos Santos Sena
Dr. Vitor Manuel Fernandes Tavares
Sr. Jorge Manuel Guerreiro Santos
Dr. Emanuel João Gomes e Ascensão Esteves
Rev. Abel Fernando Moreira Tomé

 

Secretário-Geral: Dr. Timóteo Jesus Cavaco

 

Registo

Registe-se para receber toda a informação actualizada.